sábado, 17 de agosto de 2013
Opala - Um mito nacional
Um dos carros mais cultuados na história automotiva brasileira, de 1968 a 1992, desenvolvido e fabricado no Brasil para ser sonho de consumo e o propulsor de muita história para contar.
São Paulo, 19 de Novembro de 1968, depois de dois anos gastos na elaboração do projeto, enfim, a Chevrolet Brasil exibe no salão do automóvel o veículo que combinava a carroceria alemã do Opel Rekord C e Opel Commodore A, fabricado de 1966 a 1971, com a mecânica norte-americana do Chevrolet Impala. Nascia então o maior clássico da nossa história automobilística, que foi batizado com soma das marcas Opel + Impala: o Chevrolet Opala.
Durante todo o período em que esteve em produção, exatos 23 anos e 5 meses, foram oferecidas duas opções de motores: 4 ou 6 cilindros, tanto para as versões básicas, quanto para as luxuosas ou esportivas, que poderiam ser o cupê 2 portas, ou o sedã 4 portas. Todos os motores usados no Opala foram derivados de motores da Chevrolet norte-americana.
O Opala SS, a versão de caráter esportivo do Opala, foi lançado em 1970 e estreava o motor 4100 que tornou o Opala o carro mais rápido do Brasil, à frente do Dodge Charger R/T e do Ford Maverick GT. A sigla "SS" significa Separated Seats (Bancos Separados), embora a sigla "SS" tenha objetivo de conferir um perfil esportivo ao Opala, no qual um pacote de elementos decorativos incrementava o visual do carro. Daí vem a outra definição popular para a sigla: Super Sport.
Em 1975, a linha Opala ganhava a versão SW (Station Wagon) chamada Caravan. Desenvolvida a partir da carroceria do Opala, trazia maior espaço para bagagem, com as mesmas opções de motores que equiparam as versões sedã e cupê, inclusive a versão Caravan SS, que poderia ser equipada com os motores 250-S e 151-S.
No ano de 1980, o Opala passou por uma grande mudança de estilo a fim de se adequar à moda das formas retangulares dos carros nos anos 80. Um novo desenho da frente e da traseira, com faróis e lanternas retangulares, embora a parte central da carroceria fosse a mesma das versões anteriores. A partir daí, seguiram alguns retoques em detalhes estéticos, e aprimoramentos mecânicos, até o fim da sua produção. Nessa época também surgiria a famosa versão top-de-linha Diplomata, na qual um pacote de itens de luxo equiparia a toda a família Opala
Toda essa força garantiu ao OPALA um lugar de destaque nas competições esportivas. Entre 1979 e 1993, com motores 4.1, carburados, à álcool e com modificações que geravam até 340cv, o Opala foi o carro do principal campeonato de turismo monomarca brasileiro, a Stock Car Brasil.
Após atingir a marca de 1.000.000 de unidades em 1992, a GM anunciou o triste fim da produção do Opala no país. Nos dias de hoje, não é de se admirar que um carro, que já nasceu grandioso, tenha conseguido tantos admiradores e que esses admiradores continuem a se esforçar para manter acesa a chama da grande história do Opala em nossas lembranças.
(Fotos: Google)
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